disforme metáfora de inconclusão

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21:03

É o revirar-se na cama que me reaviva teus medos, os quais não entenderei. Mas, olha nos meus olhos, me dá tua mão que a gente corre pela calçada, rindo abobadamente. E eu, incômodo, te levo pro meu mundo e tu me ensinas a desentendê-lo, reescrevê-lo para, então, lermos juntos - e rirmos novamente.

E enquanto admiro, sonho em querer ser teu sorriso, ser cada nuance, ser cada traço do teu semblante. As pintas que eu conto pelo teu corpo. A vermelhidão da tua pele branca quando te beijo e minha barba roça o teu pescoço. Ser teu abraço mais apertado e teu beijo mais desavisado.

Quero ser o certo no lugar errado, quero ser errado com intenções boas, quero ser nunca morno, mas, quem sabe, meio-termo. Quero poder ser nu, ser completa verdade.. desde que sob teu olhar verde, desde que do teu lado, desde que amanhecendo contigo.

E te vivendo aprendi que se rebuscar demais o que te digo e o que te escrevo, posso soar leviano. E é por isso que quero ser contigo um amor coloquial, escrevendo desregradamente e desculpadamente, te beijando popularmente pelas ruas. E, ah, te sorrindo do melhor jeito que sei e te fazendo cócegas enquanto passeamos pelos ônibus da vida.



"pra nós todo o amor do mundo / pra eles o outro lado / [...] prefiro assim com você / juntinho, sem caber de imaginar / até o fim... raiar ?"

Sobre o autor

Kauê Vargas Sitó, tenho 22 anos e sou natural de Alegrete-RS. Sou escritor, compositor, blogueiro, músico, pseuudoprogramador e entusiasta da web. Atualmente moro em Porto Alegre e estudo na UFRGS.

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