das paradas

1
15:15

* escrito em outubro, 2003.
   revisado em janeiro, 2013.

Do alto do asfalto vinha uma moça
absorta na sua frieza
seus olhos brilhavam tristeza
seus lábios sorriam bonito.
Nisso ouviu-se um grito!
E como quem busca a paz
Apressado chega um rapaz, do outro lado da rua,
alto e com cara de lua,
olhava a moça de longe,
seguia seus passos errados
com braços desamparados,
como quem ouve o disparo
de uma arma sem peso.

E da moça, apenas desprezo.

Ele gemia: "Ei, Bruna, me desculpa!
Volta comigo pra casa. Eu sei que a culpa não é tua.
Mas saiba que também não é minha".
E como quem no deserto caminha, ele seguia a oração.

Bruna passou na minha frente,
criou-se um mar de gente
e o ônibus no semáforo me olhava.

Por fim, passa o tal Romeu.
Eu digo que se perdeu
gritando as suas desculpas
Ora, não sabe de quem é a culpa?
Volta pra casa sozinho!
Quem sabe encurta o caminho
pra uma nova paixão.

Sobre o autor

Kauê Vargas Sitó, tenho 22 anos e sou natural de Alegrete-RS. Sou escritor, compositor, blogueiro, músico, pseuudoprogramador e entusiasta da web. Atualmente moro em Porto Alegre e estudo na UFRGS.

1 comentários:

jandora disse...

Que bem ,gostei muito da tua maneira de escrever.